Para papa Leão XIV não importa se Maria é ou não corredentora
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| Papa Leão XIV quer continuar agenda de Francisco |
Muitos esperavam que a eleição do cardeal Robert Francis Prevost, agora Papa Leão XIV, após seus primeiros gestos na cátedra de Pedro, ouviríamos novamente a voz clara e inconfundível do pastor universal , pelo menos em assuntos da fé. Muitos acreditavam que o novo Papa pelos sinais dados, seu pontificado seria mais "conservador", os menos sépticos acreditavam que antigas práticas seria retomado pelo pontífice, mas, os primeiros meses passaram e o que vemos é a continuidade das "novas" práticas de seu antecessor, Francisco, cujo pontificado não será lembrado como um dos mais profícuos para a santa Igreja.
O fato é que estamos vendo a continuidade do pontificado do seu antecessor, Francisco, e também de João Paulo II, principalmente quando se fala de ecumenismo, assunto que choca muitos católicos pois há tantos anos se prega o respeito as outras religiões, mas nada vemos de mudança destas religiões em relação a Igreja Católica, o que o católico enxerga é um esforço para nos convencer a cedermos em pontos sensíveis da nossa fé em nome de um diálogo que não tem a intenção de converter ninguém.
A declaração do Papa Leão XIV ao se reunir com representantes de outras religiões, incluindo religiões não cristã nos mostra que o papa não vai barrar os avanços feitos pelo papa Francisco como a "igreja da sinodalidade" que é a criação de uma "nova Igreja", colocando em prática a sinodalidade o papado corre serio risco de ser extinto a médio e longo prazo.
Declarou Leão XIV:
"Consciente de que sinodalidade e ecumenismo estão intimamente ligados, desejo assegurar minha intenção de continuar o compromisso do papa Francisco de promover o carácter sinodal da Igreja Católica e de desenvolver novas e concretas formas para uma sinodalidade cada vez mais intensa no campo ecumênico" (1)
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| Leão XIV recebe religiões não cristã |
Leia sobre a promoção do verdadeiro ecumenismo aqui
Essa afirmação do papa Leão XIV nos causa apreensão tendo em vista que o Sínodo dos Bispos criado pelo Papa Paulo VI em 15 de setembro de 1965, com o Motu Proprio Apostolica sollicitudo, era um órgão permanente da Igreja Católica, externo à Cúria Romana, que representa o episcopado. O Papa Francisco introduziu nele mudanças radicais. O Sínodo tinha apenas um papel consultivo, limitando-se a discutir os temas indicados pelo Sumo Pontífice, passou então a incluir todos os fiéis com poder decisório e caráter permanente.
A ideia de Francisco foi criar uma igreja sem hierarquia, onde todos os fiéis permanentemente vai opinar nas decisões e caminhos que a Igreja deve seguir, isso na prática é acabar com o papado, ou seja, o papa deixaria de ser o vigário de Cristo na terra com a missão de guardar a fé. Isso está claro quando lemos nos documentos do sínodo da sinodalidade que " Os Pastores devem escutar o povo para discernir o que o Espírito Santo diz às igrejas”. (2)
“Nesta Igreja, como numa pirâmide invertida, o vértice encontra-se abaixo da base”(3)
Os bispos, incluindo o bispo de Roma, ou seja, o papa, também passaria a ouvir o "povo de Deus" e não ensinar. Dirá um católico desavisado: - Ora, o papa vai ouvir o povo para orienta-lo - infelizmente não se trata de ouvir as duvidas do povo, e a continuar no espirito com que foi criado essa "escuta", que somente ouviu grupos tidos como "marginalizados, mas na verdade são grupos organizados nas comunidades escolhidas a dedo, veremos a inversão da pirâmide como disse o papa Francisco, o papa perderá sua tríplice missão de ensinar, governar e santificar.
Saiba mais sobre a sinodalidade aqui
Essa "nova Igreja", como afirma Francisco não vai acolher, como sempre fez, os pecadores com bondade e sabedoria para os converter. Isso significa que a Igreja terá também um novo povo de Deus, não será mais o fiel católico que busca os sacramentos para se fortificar e crescer na fé e amor de Deus, mas um deus só de misericórdia que tudo tolera, um deus moldado a sua vontade. O documento da Igreja sinodal diz que "não se pode excluir ninguém, minorias raciais, os divorciados recasados, as famílias monoparentais, as pessoas que vivem em casamento polígamo, as pessoas LGBTQ+, as pessoas sem fé etc".
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| A igreja sinodal de Francisco |
Seguindo esse caminho iniciado pelo papa Francisco Leão XIV vai seguir também o caminho que leva a oficialização do cisma, que não é desejado pelos tradicionalistas de bom senso, mas que desejam os grupos sem compromisso com a salvação das almas que trabalham fazendo terrorismo nas redes sociais jogando gasolina no incêndio que consome a Santa Igreja desde o Concilio Vaticano II.
Leão XIV foi eleito há seis meses, nos últimos três sua agenda foi cheia de eventos que nos mostra seu compromisso com a agenda de Francisco, quase nada nos fala de um papa comprometido em esclarecer as interrogações que pairam nas cabeças de muitos católicos como a intenção de ordenar mulheres sacerdotisas, mesmo contrariando um documento ex-catedra de João Paulo II que definiu que o sacerdócio somente cabe aso homens.
A continuidade das pautas de Francisco é comprovada por declarações recentes de quem acompanha e estuda o papado como Christopher White: ..."Ele é um grande defensor do projeto de sinodalidade iniciado por Francisco – o esforço para tornar a Igreja Católica mais inclusiva e participativa", disse Christopher White à CNN, autor de "Papa Leo XIV: Por Dentro do Conclave e o Amanhecer de um Novo Papado" e pesquisador sênior da Universidade Georgetown em Washington DC. (4)
Mas o novo papa parece querer agradar grupos antagônicos, hora se apresenta como um papa tradicional e conservador na doutrina, hora se mostra comprometido com a igreja proposta por Francisco, uma igreja que não se identifica com os católicos tradicionais e nem com o povinho católico que não acompanha os debates de redes sociais, mas que desejam a missa celebrada, pelo menos como manda o missal. A prova disso é o documento "Mater Populi Fidelis" Nota doutrinal sobre títulos marianos referidos à cooperação de Maria na obra da salvação" (5)
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| Cardeal Victor Fernandes |
O papa autorizou do Dicastério Para a Doutrina da Fé comandado pelo Cardeal Victor Fernandes, sobre o qual pesa muitas desconfianças, publicar esse documento que está causando uma grande confusão no clero e no povo. Padres dizendo que está tudo bem, mesmo o documento contrariar doutrinas já ensinadas por papas, doutores e até pelos padres da Igreja, padres dizendo que é um escândalo e o povo, assim como parte do clero, perplexo e dividido. O papa Leão XIV, mais uma vez deixou muitos imerso em uma grande incerteza de suas reais intenções seis meses depois de herdado a cátedra de Pedro.
(2, 3) https://www.abim.inf.br/o-caminho-sinodal-uma-caixa-de-pandora/
(4) https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-papa-leao-xiv-completa-seis-meses-como-pontifice/




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