Em Ribeirão Pires a pequena ditadura se impõem a vontade da maioria democrática

Vagão de trem é pichado em Ribeirão Pìres
Desfiguraram o vagão que devia ser característico 


Ribeirão Pires, uma cidade de pouco mais de cem mil habitantes, localizada na grande São Paulo nasceu na rota da antiga rede ferroviária federal construída pelos ingleses no inicio do século XX. O prefeito da cidade, Guto Volpi quis marcar essa característica da cidade colocando a margem da avenida Francisco Monteiro, principal via da que liga o centro da cidade um vagão de trem doado pela atual companhia de trens metropolitanos que opera a antiga linha que transporta diariamente milhares de pessoas que vão à capital e cidades vizinhas.

Logo nos primeiros dias, antes mesmo do vagão de trem estar devidamente colocado no local de destaque amanheceu pichado, a prefeitura tratou de limpar os garranchos que parece ser um código direcionado a iniciados da mesma tribo. A mesma pichação aconteceu insistentemente por mais três vezes, sendo que na terceira a prefeitura não teve a mesma iniciativa de limpar o vagão de trem e procurar os infratores para puni-los devidamente pelo ato criminoso e ofensivo a população da cidade.

Para minha surpresa, espero que para muitos também, fiquei de queixo caído quando vi duas ou três jovens com uma tinta preparavam o vagão do trem para ser pintado, se a ideia era vincular a cidade com a ferrovia o vagão deveria manter suas características e não ser desfigurar o vagão característico dos anos 1980 por figuras estranhas e de gosto duvidoso.

Estância turística de Ribeirão Pires
Vandalismo em Ribeirão Pires
A pichação certamente passou desapercebido para a maioria dos moradores da cidade que na correria do dia a dia pouco tempo sobra para raciocinar sobre os acontecimentos, que de si, para o comum das pessoas não interferiu na vida cotidiana, mas, o fato é que houve uma violência contra a cidade e ao invés de colocar a guarda civil da cidade no encalço dos vândalos e puni-los no rigor da lei, nosso prefeito preferiu se sujeitar a ditadura de uma minoria que impôs sua vontade pela insistência e seus atos.

Na nossa cambaleante democracia  não prevalece a vontade da maioria, com se entende ser uma verdadeira democracia, a cada dia vemos pequenos grupos que se apresentam como "marginalizados" e impõe suas vontades, não pela força de seus argumentos, ou verdade da sua causa, mas pela força da violência, seja a violência física ou a violência da suas ideologias, muitas vezes contraria a fé cristã da maioria dos brasileiros.

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